Concórdia Saneamento elabora modelagem hidráulica para sistema de abastecimento
Objetivo é fazer diagnóstico operacional, identificar pontos vulneráveis e propor melhorias para garantir atendimento às demandas atual e futura
A equipe de engenharia e técnicos operacionais da Concórdia Saneamento iniciaram, em conjunto com uma empresa contratada, a elaboração da modelagem hidráulica do sistema de abastecimento de água do município. O foco é na operação da companhia nos próximos 29 anos de concessão no município.
“O objetivo é realizar um diagnóstico operacional atualizado, identificar pontos vulneráveis do abastecimento e propor melhorias de curto, médio e longo prazos, garantindo que o sistema de abastecimento de água tenha a robustez necessária para atender às demandas atual e futura, considerando tanto novos loteamentos quanto a expansão do parque industrial”, explica o superintendente da Concórdia Saneamento, José Roberto Epstein.
O trabalho terá duração aproximada de seis meses. Uma das ações já em execução é a medição da pressão da água distribuída em mais de 15 pontos da cidade, durante sete dias consecutivos. Esses dados serão fundamentais para a calibração do modelo hidráulico que está sendo desenvolvido.
“A expectativa é de que, ao longo dos próximos meses, tenhamos um cenário de projeção do sistema de abastecimento de água para os próximos 29 anos, permitindo um planejamento mais eficiente e seguro”, destaca Epstein.
Saiba mais
A modelagem hidráulica é o processo de simular o comportamento da água em redes de abastecimento, sistemas de esgoto ou estruturas de drenagem, por meio de softwares e cálculos matemáticos. A técnica utiliza softwares para reproduzir o funcionamento real de um sistema hidráulico, permitindo prever situações, identificar problemas e planejar melhorias.
A modelagem é utilizada para planejar redes de água, avaliar perdas, analisar pressões, simular cenários futuros e auxiliar na tomada de decisões técnicas e operacionais. Em resumo, é como criar uma versão digital do sistema de abastecimento, no qual é possível testar soluções sem a necessidade de intervenções diretas na rede real - o que gera economia de tempo e recursos, além de reduzir riscos.