Desafio do saneamento: 187 quilômetros de novas redes coletoras de esgoto para Concórdia

Desafio do saneamento: 187 quilômetros de novas redes coletoras de esgoto para Concórdia

Concórdia Saneamento inicia obras de implantação de tubulações em mais de 30 ruas do bairro Guilherme Reich; projeto vai avançar ainda para a região da Rua Oswaldo Zandavalli e para o bairro Imigrantes, somando R$ 20 milhões em investimentos

A Concórdia Saneamento está dando início a um ciclo de obras com o objetivo de universalizar o saneamento no município. O desafio é implantar 187 quilômetros de redes coletoras de esgoto em toda a cidade e ampliar a capacidade de tratamento. O início dessa jornada será pelo bairro Guilherme Reich, com atividades previstas para começar ainda nesta semana, caso as condições climáticas sejam favoráveis. Até 2028, serão investidos cerca de R$ 140 milhões no esgotamento sanitário.

Além da implantação das novas redes, a concessionária também investirá na construção de cerca de 50 estações elevatórias, na construção de uma nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e na ampliação de estruturas existentes. Conforme o superintendente da Concórdia Saneamento, José Roberto Epstein, o objetivo é ampliar a cobertura dos atuais 29% para 90% até 2033, atendendo à meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento.

Mais de 30 ruas no Guilherme Reich

No bairro Guilherme Reich, a Concórdia Saneamento já se reuniu com moradores para esclarecer dúvidas e distribuiu materiais informativos em todos os imóveis da área contemplada. Serão implantados cerca de 5,5 quilômetros de redes coletoras, com tubulações enterradas em mais de 30 ruas. Aproximadamente 500 imóveis serão atendidos pelo sistema, que conduzirá o esgoto até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Queimados, localizada no bairro Santa Rita. Os serviços serão executados pela Viare Engenharia de Infraestrutura, contratada pela concessionária.

Ainda este ano, haverá obras na região da Rua Oswaldo Zandavalli, no Centro, e no bairro Imigrantes. Ao todo, cerca de 1.400 economias (casas, apartamentos e estabelecimentos comerciais) serão incorporadas ao sistema de esgotamento sanitário nestas três regiões, em investimentos de aproximadamente R$ 20 milhões. Os trabalhos desta primeira etapa devem durar cerca de cinco meses.

R$ 140 milhões em três anos

O ciclo de obras de esgotamento sanitário prevê ainda investimentos de R$ 50 milhões em 2027 e outros R$ 70 milhões em 2028, totalizando R$ 140 milhões em três anos. “Existe uma tendência de que Concórdia seja a primeira cidade do Oeste catarinense a universalizar o sistema de esgotamento sanitário. Isso coloca o município em um patamar elevado em relação a outras cidades”, destaca Epstein.

A implantação das redes exigirá compreensão e paciência dos moradores, já que será necessário realizar intervenções nas vias para instalação das tubulações. Segundo Epstein, a companhia atuará com qualidade, agilidade e cuidado na recomposição dos espaços, buscando minimizar os transtornos à população.

Com as novas redes e elevatórias, a população passará a contar com um serviço essencial de coleta e tratamento de esgoto. A tarifa de esgoto seguirá o mesmo modelo adotado para o abastecimento de água, sendo composta pela Tarifa de Disponibilidade de Infraestrutura (TDFI) e pela cobrança proporcional ao volume de esgoto coletado e tratado.

Fossas sépticas

Após a conclusão das obras, os clientes serão orientados a conectar as instalações internas de seus imóveis à rede pública de esgotamento sanitário, podendo desativar as fossas utilizadas até então. Após a conclusão das obras, os clientes serão orientados a conectar as instalações internas de seus imóveis à rede pública de esgotamento sanitário, podendo desativar as fossas utilizadas até então.

A desativação de fossas sépticas contribui para a proteção do meio ambiente ao reduzir o risco de contaminação do solo, das águas subterrâneas e dos cursos d'água. Com a ligação dos imóveis ao sistema público de coleta e tratamento de esgoto, os efluentes passam a receber tratamento adequado, promovendo melhorias na qualidade ambiental, na saúde pública e na preservação dos recursos hídricos.