Testes de fumaça começam na segunda-feira para identificar ligações irregulares na rede de esgoto de Concórdia

Testes de fumaça começam na segunda-feira para identificar ligações irregulares na rede de esgoto de Concórdia

Ação será realizada até 19 de junho na área central, com notificações e orientações para adequação de conexões indevidas em imóveis

A Concórdia Saneamento dará início, na próxima segunda-feira (8), aos testes de fumaça na área central do município para identificar imóveis com conexões irregulares de água da chuva à rede de esgoto. As atividades serão executadas até o dia 19, podendo ocorrer adiamento em dias de chuva.

O trabalho, também conhecido como fumacê, é uma técnica na qual a fumaça é injetada na rede de esgoto, percorre as tubulações subterrâneas e pode sair por ralos ou calhas dos imóveis caso existam conexões indevidas. O serviço será realizado pela empresa Allevant Engenharia, contratada pela Concórdia Saneamento. 

Os testes devem abranger cerca de 70 poços de visita (PVs), estruturas subterrâneas identificadas por tampas nas ruas ou calçadas, e 220 caixas de inspeção (CIs), pontos de acesso ao sistema de esgoto, normalmente localizados no quintal, na calçada ou em áreas externas. Os profissionais da Allevant também farão registros fotográficos e a verificação das caixas externas. Se necessário, poderão solicitar o apoio do responsável pelo imóvel para a realização de testes com corante. O objetivo é mapear e notificar clientes para que façam as ligações corretas, contribuindo para a melhoria do saneamento da cidade.

A atividade abrangerá trechos das ruas Dr. Maruri, do Comércio, vias transversais e parte da Rua Anita Garibaldi.

Contribuição parasitária

A entrada indevida de água da chuva na rede de esgoto sanitário, não proveniente do uso doméstico ou industrial, é chamada de contribuição parasitária. A prática é irregular, pois a rede de esgoto é destinada exclusivamente a efluentes sanitários, enquanto a água da chuva deve ser direcionada à rede de drenagem pluvial.

Assim como na maioria dos municípios brasileiros, Concórdia adota esse sistema de separação absoluta.

Por que é um problema

  • Sobrecarga: água da chuva na rede de esgoto aumenta o volume na rede além da capacidade projetada.
  • Elevação de custos: com mais água para tratar, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) demanda mais energia e produtos químicos.
  • Risco ambiental: pode causar extravasamentos nas ruas e poluição.